“Quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo” (Sigmund Freud)

Sei de Pedro, que ele não tem lá muita compaixão, que não é confiável, que , provavelmente não tem coragem de se posicionar diante do que não gosta. Sei que Pedro é um pouco cruel, fofoqueiro, crueldade emocional. Penso que deve estar inseguro ou com alguma dificuldade própria que não dá conta de enfrentar , ou, não precisaria falar de Paulo pra se aliviar.
Fico triste por Pedro… Que não tem cuidado com o outro, e, consequentemente, consigo mesmo.
Vejo que Paulo não tem nada com isso. Paulo é só a lixeira de Pedro.
Também imagino que Pedro não se permite viver, como Paulo deve estar se permitindo, errando, experimentando, correndo o risco de desagradar, de não ser amado. Paulo está transgredindo algo que Pedro não aceita em si. E, por isso, tenta conter. Regular . Pedro tenta punir Paulo, denegrindo sua imagem.
Tenho vontade de abraçar Pedro, acolher sua rigidez, sua tristeza, e de dizer que cuide melhor de si, que se permita mais, que se arrisque, que viva!
Aplaudo Paulo em meu coração. Ele parece estar bem!

(Paula Jácome)

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