Mais de 8.000

Há mais de 2.000 anos que já sabemos que todos aqueles que são irreverentes, um pouco mais livres, diferentes, são crucificados. Por mais geniais que possam ser… por mais boas e melhores que sejam suas idéias, temos uma dificuldade enorme em aceitar, sequer ouvir, quanto mais praticar.
Há mais de 2.000 anos, pelo menos 2.016, que nos dizemos, profetizamos, pregamos, prometemos que somos contra isso, mas continuamos fazendo…
Criticando, julgando, condenando, excluindo absolutamente tudo aquilo que não sou eu, que não se encaixa nos padrões, tudo e todos que são centímetros arredados do que pensamos que deveriam ser.
Tudo aquilo que me deixa apavorada de medo de desestruturar um pouco a vida platônica e perfeita que eu lutei, custei, batalhei comigo mesma, com minha vontade escondida de ficar na cama de vez em quando, pras pessoas acreditarem que tenho, que construí, que brilhei. E eu tenho medo que seja desmontado, soprado, como areia fininha, por uma ideia nova, um jeito levemente diferente, mesmo que sutil e até mais sublime mesmo.
Bora todo mundo aprender a lidar com as próprias inseguranças e parar de maltratar o coleguinha?
“Ame ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas”
E, se não der certo, “continue a nadar”. Às vezes, daqui à 4.000 anos vamos nos permitir ser autênticos. Ou, mais de 8.000…

(por Paula Jácome, em 10/08/2016)

Comentários

comentários

O DIA QUE A MAMAE DESISTIU DE ME MANDAR COMER VERDURA

 

Ela estava conversando com umas amigas. Elas não falavam de cheirar chulé, que gostam de odor de suor dos homens, ou que acham graça em querer que o companheiro entenda as loucuras da TPM. Muito menos, que tiram meleca do nariz e fazem bolinhas.
Elas, belas e recatadas que eram, falavam sobre alimentação. Em como são preocupadas com a saúde e em como, por mais difícil que possa ser, e por mais que não gostem de jeito nenhum, elas precisam obrigar e convencer as criancas a comer ao menos 5 cores de verdura, todos os dias. E, em como seguiam essa regra, religiosamente, todos os dias, apesar das brigas e chantagens que precisavam fazer.
– Vocês não vão comer sobremesa se não comerem!
– Só toma suco se comer essa última colherada.
– Se não almoçar direitinho, vai comer só às 4 da tarde.
E foram refletindo sobre isso. Sobre as vantagens, prioritariamente para a saúde e inteligência da criança… refletindo… refletindo… refletindo… até que mamãe passou do ponto. Refletiu tanto que se viu colocando no nosso prato 5 centímetros de alface, 3 fiapos de cenoura ralada, 4 grãos de feijao, uma porção de arroz, uma de carne e uma de batata. Como fazia todos os dias.
E ela pensou pelo que estava brigando e se desgastando. Era pela culpa? Pelo desejo de ser perfeita? Ou pela saúde dos filhos? Era pra agradar sua mãe? Não podia comprar umas vitaminas?
Quais as consequências disso? Estava ensinando os meninos a não ter prazer? Estava sendo cruel? Estava sendo egoísta? Os fiapos de cenoura realmente tinham algum efeito sobre a gripe?
Então, aquele dia, ela implantou a livre alimentação. Deixou comermos o que queríamos, quanto queríamos. Fizemos até um pacote de pipoca de microondas depois do almoço, e nos deleitamos!
Ela até que tentou, mas no dia seguinte, lá estavam os pequenos pedaços de alface e cenoura no prato. A liberdade foi vencida pela preocupação e pela dúvida. Pelo medo.
Mas… pelo menos agora há esperança. Ela refletiu. Viu. Pode acontecer de novo.

Comentários

comentários

LOUCURA INCENDIÁRIA

Eu tenho uma loucura incendiária. Loucura, porque se baseia só nos preceitos da minha mente. Incendiária, porque se espalha por tudo que toco.
Acredito que não sou amada. Digna de ser amada. Amável.
Eu sou gentil e amo. A maior parte do tempo em que não estou brava ou triste por não estar sendo amada. Mesmo que realmente não esteja, realmente não importa muito. O que importa mesmo, é como me sinto. Pois é a isso que reajo.
E, essa loucura incendiária, me faz acreditar, que não mereço nada.
Então, se me dá, não recebo. Não sou brusca, nem nada. Só não tomo. A não ser que possa te dar algo de volta. Mas, aí, não seria receber, seria trocar. Trocas, eu suporto bem. Entregar o bom de mim, também. Mas receber, não. Receber requereria um requiem em humildade.
Seria, pra mim, que não acredito merecer nada, me tornar refém. Sem poder. Só agradecer.
Talvez, por isso, já tenha tido alguma raiva dos meus pais. Me deram tanto, do que é tão impagável quanto a vida. Nunca serei capaz de retribuir. Nem a permissão do encontro do óvulo com o espermatozóide, que me construíram. Imagina o resto. Mesmo o de ruim, que me deu a casca pra chegar aqui.
Então, não recebo. Crio pseudo armadilhazinhas e não desfruto:
– Que vestido lindo!
– Comprei baratinho, boba!

– Sua casa é ótima, né?
– Minha faxineira que é…

– Que almoço delicioso!
– Ah, mas faltou um tempero…

Dou um jeito de desviar do elogio. Tento escapar. Ou, por exercício e disciplina, me forço a receber.
Fujo fingindo fácil, simples, acidental, até pra mim. Parece modéstia, até. Mas não, é medo.
Acho que sou ingrata. É o que concluo do que penso. Se não sei receber, não tenho o que agradecer.
Se não agradeço.
Não me esvazio
Não recebo mais
Fico miserável
Só. Em mim.
Não cresco, não imiscuo.
E, se não recebo, será que,em algum momento, terei mesmo algo pra dar?
Fico girando…
Fico exagerando. É da minha natureza.

(por Paula Jácome, 15/08/2016)

Comentários

comentários

– Olha lá o Nelson – nosso cachorro – na varandinha…
– É, tá deitadinho.
Eu de novo:
– Meio folgado ele, não?
– Ue, mas não tem nada pra fazer… se tivesse..
– Ah, mas acho folgado… ou, tenho inveja dele.
O filho, de novo:
– Na verdade, o tempo de vida dos cachorros deve ser o mesmo tempo que nós, humanos, ficamos em casa, relaxando, durante nossa vida toda.
– Nossa! Que genial isso, filho. Nunca tinha pensado. Nem preciso mais ficar com inveja.
– É. Menos meu pai, que trabalha demais e não relaxa nunca.
😂😂😂😂😂

Comentários

comentários

DA AUTO-RESPONSABILIDADE PARA MIM

Você é responsável pelas suas contas, mesmo que não as pague. Pelas suas roupas, pela louça que você usa. Outra pessoa pode lavar, mas a responsável é você, não se engane.
Você é responsável pelos seus filhos, pelo que come, pelo seu peso, pela sua negligência, sua insolência, sua intolerância. Você é responsável pelo que imagina.
Você é responsável pela sua mentira e omissão e pela verdade mal expressada. Pela sua raiva, pela sua infantilidade, pela seu sedentarismo, pela paz nos seus relacionamentos. Não é só ele. Você também.
Você é responsável pelas suas piadas, por tudo, que entra e sai da sua boca. Pelo que se incorporá ou acopla ao seu corpo. Você é responsável pelo seu jardim, por morar em apartamentos, pela sua indiferença. Pelo lixo que produz, pelo sol que toma ou não toma. O tempo e o dinheiro não têm responsabilidade nenhuma sobre isso.
Você é responsável pelo trabalho que tem, pelo tanto que trabalha, pelas doenças que produz. Pela falta de prazer, pela sua arte, pela deslealdade que comete, pela sua ingratidão. Você é responsável pela sua opção sexual, o outro, pelo preconceito dele.
Você é cúmplice, quando não se posiciona. E, não é chatisse não, é verdade.
Você é responsavel pelo seu orgulho, pela sua alegria, pelo espaço que ocupa, pela dor que sente. Mesmo que outro a tenha provocado. Pelo que lê. Você é responsável pelo que assiste.
Você é responsável pela sua inveja, pelo seu silêncio, pelos lugares por onde passa e pela energia que emana.
Você é responsável pela fofoca que faz, pelo mal que deseja, pelo elogio que não falou. Você é responsável até pelo amor que não dá ao outro…
Você é responsável por permanecer no mesmo lugar, quando está se machucando. É responsável por não pedir ajuda.
Você é responsável pela própria vida, querendo ou não. ASSUMINDO ISSO OU NÃO!
Não é o seu marido, seu chefe, a lua, o dia do seu aniversário, seu ego, nem um planeta qualquer, nem a sua mãe!
É só você. E só pela sua vida.
Você pode ajudar os outros, até recomendo. Mas a responsável não é você. Não se culpe, não se maltrate, não engula ou tome nada que não é seu. Nem por raiva, nem pra mudar ninguém, nem por achar que o outro está errado ou maluco. Não tome o que não é seu, não saia do seu lugar. Cuide das suas responsabilidades. Já são tantas, não é mesmo?
Por menos culpa, menos angústia, menos dor.
Mais responsabilidade. Mais inteireza. Mais realidade.
(Paula Jácome https://m.facebook.com/chaentreamigasnoface/ )

Comentários

comentários

EU SONHO COM UM MUNDO QUE AS MULHERES VAO FALAR!

 

Eu, ontem, fui num bar com o marido e estava observando as mulheres. Parecia que todas, ou quase todas estavam inseguras. Tinham medo dos homens. Ou medo de ficarem sozinhas. Um sorriso agradador, uma passada de mão no cabelo preocupada com o próprio comportamento, um olhar que colocava o companheiro no centro do palco, o tempo todo.
Claro, que pra uma mulher ficar sozinha, é muito mais difícil. Hoje, em 2016, ainda é. Pra ficar sozinha tem que trabalhar muito e, se tem filhos, tem que resolver todos os problemas dos filhos, e tem que enfrentar um julgamento danado se tem vida sexual ativa, e tem que ser bonita ( os homens, nem tanto). E eu nem estou falando de mim. Eu estava com uma saia linda, de havaianas e descabelada, como sempre.
Eu estava até relaxada na cadeira, mas via o machismo nos mínimos detalhes, passando pela minha frente.
E via a confusão que se faz com o feminismo também, pra mim. Pois, por exemplo, conheço mulheres geniais, ricas! Que trabalham e ganham dinheiro e dão conta dos filhos, da casa, tudo, praticamente sozinhas, se permitindo ser desrespeitadas nas relações. Amigas minhas! Escutem a indignação. Estão em relacionamentos com homens mal educados, que as tratam mal, homens que traem, homens casados ( há vários anos), homens irresponsáveis em relação aos filhos, às tarefas domésticas. Muito irresponsáveis. E elas ficam. E, pior, não falam nada! Tudo bem, que eu ame alguém que não é lá essas coisas! Mas como me deixo ser machucada? Tudo bem, que tem uma questão inconsciente que me impede, as vezes de me posicionar, uma projeção da minha relação com meus pais, do relacionamento dos meus pais… Mas aguentar filha da putagem pra não ficar sozinha? Ah, não!
Eu acho que a mulher pode gostar de cuidar da casa e dos filhos, preferir isso a uma carreira de sucesso. Acho até que preferi. Usar só vestidos, ser mulherzinha mesmo. Gostar de ser mimada e cuidada, não trabalhar até ( o problema é que aí, muitas ficam refens) .
Mas, pra mim, se deixar ser desrespeitada por medo de ficar sozinha, em qualquer nível, é que é machismo. É dar o poder da sua dignidade ao macho. Só pra ter ele do meu lado? Será?
Eu adoro homens! Adorava meu pai e adoro ter o marido ao meu lado. Somos até muito agarrados. Mas pergunta pra ele, não pra mim, se pode ser grosso comigo, se eu cato a cueca dele no chão, ou se é só eu que cuido de tudo aqui de casa. Se eu fico caladinha ou chorosa caso ele me maltrate só porque a maior parte da grana que entra é dele, ou porque sou mulher. Sou carinhosa, amorosa, mimo mesmo. Mas mereço ser respeitada! Claro! Como todo ser humano.
Não sei se isso também tem à ver com um complexo materno. Tantas de nós passam a mão na cabeça do companheiro, como passam na dos filhos. Ah… coitadinho… vou perdoar de novo e fazer tudo direitinho pra ele, aí ele não vai errar de novo…. ah… vou poupar ele de me ajudar em casa ou de trabalhar (mulheres que pagam todas as contas da casa) porque ele fica mau humorado se eu exijo… ah… coitadinho… ele me bateu sem querer, me xingou porque não se controlou, esqueceu de pagar a conta porque está muito ocupado (mulheres devem estar à toa o dia todo) , não lavou a louça porque já trabalha tanto… deixa ele assistir ao futebol dele! Esqueceu o filho na escola 3 vezes essa semana porque estava atrasado pra reuniao. Na verdade ele é um ótimo companheiro. Olha só, hoje me trouxe café da manhã… ou uma florzinha… ou, me deu um sorriso… Não, nem isso, ele está aqui e isso basta. Hunf! Homem é homem, menino é menino! E mulher é mulher, mãe é mãe!
Eu sonho com um mundo que as mulheres vão falar! Vão ter voz! Vão se posicionar. E eu não estou falando de cargos altos, salários multimilionários, política. Eu estou falando na relação com os homens. Eu estou falando de dizer o que é bom ou ruim no dia a dia. Estou dizendo de troca, de dar e receber igual dentro de casa, na intimidade de qualquer relacionamento, de amizade, de trabalho, de comércio, de casal. Estou falando de curar as células, pra termos um corpo social mais saudável!
Eu sonho com um mundo em que as mulheres se valorizem pra além das grandes conquistas. Mulheres que não permitam que seus corações sejam machucados pra ter companhia. Isso é arcaico. É antigo. É da época que éramos dependentes completamente. De verdade. Das nossas avós e bisavós e antes, tantas elas que foram dominadas.
Eu sonho com um mundo em que nos posicionemos, pra podermos honrar essas mulheres que não tinham escolha. Agora que temos! Basta escolher escolher!
Eu sonho com o feminino sendo amado nas células, das pessoas, da sociedade.
Vozifique-se!
Por Amor,
#vozifique-se

(Paula Jácome https://m.facebook.com/chaentreamigasnoface )

Comentários

comentários

É. Para. Sofre, mas para.
Muda.
Já chega.
Não faça mais consigo o que te prejudica!
Você não deve fazer ou querer ou mover ou ir ou mexer ou trabalhar ou beijar ou dançar ou parar em nada que te faça mal.
Para
Chega
Faz diferente!

(Paula Jácome https://m.facebook.com/chaentreamigasnoface )

Comentários

comentários

Tem um momento em que você tem que decidir se quer transcender ou resolver o problema.
Você pode ficar brigando pra conseguir o que quer. Você pode ficar eternamente brigando pra resolver o mesmo problema com todas as pessoas à sua volta. Que nem tudo vai ser como você quer. Nem todo mundo vai te amar, vai te dar amor ou vai ser gentil e generoso com você, apesar de parecerem muitas vezes que vão cumprir esse acordo com você.
Uma hora, você pode querer enfrentar o que sente e retomar para si o cuidado consigo.
Nós brigamos porque dói.
Debatemos e não aceitamos porque dói. Choramos porque dói.
Mas também passa. O que doi passa. E doi menos se aprendemos a não fazer nada. A não tentar controlar e manter tudo do meu jeito, porque não tem jeito mesmo.
E, cada vez que passa, na próxima, passa mais fácil… doi um tiquinho menos.
Enfrentar a mim é diferente de enfrentar o outro. Sobre o outro, não tenho poder nenhum, não posso fazer nada.
Quanto à mim, eu posso escolher ser feliz!

  1. (Paula Jácome https://m.facebook.com/chaentreamigasnoface )

Comentários

comentários

Mais um coração

 

Ao invés de se explicar, ou se defender, quando alguém faz uma reclamação, a gente podia ouvir e se colocar no lugar da pessoa que fala. Tentar exercitar o amar ao próximo como a si mesmo.
Porque todo mundo sente igual. Insegurança, abandono, rejeição, apego, tristeza… As dores humanas são as mesmas. Pra todo, todo mundo. E, não deveríamos ter vergonha nenhuma de senti-las ou expressa-las.
Somos frágeis igual. Só ficamos tentando mostrar que somos seres-superiores-robóticos, cheios de uma suposta auto estima, que não se importa com nada, pra parecer que somos fortes, pra parecer que damos conta, pra parecer que não estamos sofrendo. Pra nos proteger. Mas é mentira. Todo mundo é igual. Frágil igual e forte igual.
Alias, só é forte de verdade quem pode ser frágil também. Precisa ser muito forte pra suportar ser frágil diante do outro.
E, isso vale pra quem fala e pra quem escuta.
Quem fala tem que ter coragem de mostrar que sente, e quem ouve tem que ter coragem de se colocar no lugar do outro sem se defender, porque precisa de coragem pra ouvir também, pra admitir que pode ter machucado e pra ver se pode fazer diferente. Tem que ter coragem pra amar ao próximo como a si mesmo, porque isso nos deixa frágeis.
Mas, se fôssemos assim corajosos a ponto de mostrar pros outros que temos um coração, que ama e sente dor, podíamos ter um mundo melhor, mais humano, com, pelo menos, mais um coração…

( Paula Jácome – https://m.facebook.com/chaentreamigasnoface/)

Comentários

comentários

Vazio

 

Espero algo chegar. Algo que nunca vem. Olho tantas vezes o celular. Quero comprar todas as coisas lindas que me distraem tão bem. Quero um amor, como se amor pudessemos querer, quando o querer é pras coisas e o nascer pra alma.
Quero ser mais, melhor, MAIOR! Tão grande que nesse tanto me perco do que gosto e do que me importa mesmo. Tão enorme que não me caiba em mim. Não posso parar, preciso alcançar isso que nunca quer chegar.
Devoro a tudo e a todos que passam por mim. Afasto tudo e todos que me lembram do que não permito a mim. Nessa busca do que serve, de quem serve. Esqueco que todos são iguais a mim.
Sou incansável, inigualável, não descanso, enquanto não atingir a perfeição. Perfeição do mundo, pois perfeita, eu devo receber o que nunca veio… Espero, espero, espero… até perder as esperanças…
Me cobro, me mato, me culpo, te acuso, me afasto, desmancho. Luto… com todas as minhas forças… procuro… com todo meu caminho…
Mas o vazio está em mim. E nunca será preenchido. Ele está em todos por igual. Me aceito com ele, me acostumo a ele, dou espaço a ele, me apeteco dele.
Me entrego e fluo com ele…

(Paula Jácome – https://www.facebook.com/chaentreamigasnoface/ )

Comentários

comentários